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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2013

Inércia

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Lei da inércia ou primeira lei de Newton Até o início do século XVII, pensava-se que para manter um corpo em movimento era necessário que actuasse uma força sobre ele. Essa ideia foi revista por Galileu, que afirmou: "Na ausência de uma força, um objecto continua a mover-se com movimento rectilíneo e com velocidade constante". Galileu chamou de Inércia a tendência que os corpos apresentam para resistirem à mudança do movimento em que se encontram. Alguns anos mais tarde, Newton com base nas ideias de Galileu, estabelece a primeira lei do movimento, também conhecida como Lei da Inércia: "Quando a resultante das forças que actuam sobre um corpo for nula, esse corpo permanecerá em repouso ou em movimento rectilíneo uniforme"  Por outras palavras, isto quer dizer que, se qualquer coisa está em repouso, terá tendência a continuar em repouso, até que alguma força atue sobre esse corpo. Por outro lado, se estiver em movimento, terá também tendência a continuar o se…

As Empresas e a Educação

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No cabeçalho do portal do Ministério da Educação e Ciência podemos ler a seguinte frase:
 "É estrategicamente fundamental que as empresas se envolvam na Educação"


Esta parece-me uma ideia fundamental quer para as empresas, quer para a educação, quer para as pessoas que têm ou pretendem ter uma atividade profissional. Nos últimos anos, temos visto os cursos universitários reproduziram-se com enorme profusão. Muitos deles, por mais interessantes que sejam os seus conteúdos, não parecem ter qualquer aplicação ao nível profissional. Ao nível da educação de adultos ou das várias vertentes profissionalizantes observa-se, em muitos casos, um enorme desajustamento entre o tipo de oferta e as necessidades e especificidades do tecido empresarial das regiões em que está inserida. Por outro lado, no caso de serem cursos financiados, muitos deles, previam não só o pagamento do subsídio de transporte e alimentação,  mas, também, um subsídio pela sua frequência.  Em virtude de nem todos os curso…

O Velho e o Chaparro Abençoado

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Porque este é um blog acerca de  educação e ruralidades e de tudo o que as envolve, e por que, hoje, já muitos sonham em voltar para a vida no campo, partilho convosco um conto, que publiquei no meu outro blog, que fala do trabalho no campo, de animais, da vida, de responsabilidade e aprendizagem e da dignidade da morte.
O sol iniciara a sua curva descendente, de forma mais acentuada. O  calor acalmara, corria uma brisa, ligeira e morna, que fazia ondular a vegetação.  O Velho saiu de casa, encurvado e trôpego, caminhando em  passos curtos e rígidos. Olhou em volta, deixando que a sua alma se enchesse dos cheiros e das cores, daquele mundo que conhecia de olhos fechados. Os seus olhos, permanentemente lacrimejantes, fixaram, com amor, o velho sobreiro. Determinado, caminhou até ele. Este não era um sobreiro qualquer. Era um sobreiro, ou melhor, um chaparro com história. Contava-se que o seu bisavô o tinha plantado no dia em que lhe nascera o primeiro filho e que sempre o tratara com des…

O SOBREIRO

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O Sobreiro é uma das riquezas naturais da Península Ibérica e, particularmente, de Portugal, especialmente no Alentejo e Algarve.
O sobreiro é uma árvore espantosa, de grande longevidade, pode viver, em média, 150 a 200 anos, e tem uma enorme capacidade de regeneração, a sua espessura de casca permite que, a cada década, seja extraída a cortiça, sem danificar a árvore.
Toda a minha vida se encontra indissociavelmente ligada ao sobreiro. Alentejana que sou, passei, na minha infância e juventude, muitas das minhas férias no Monte e, pelas tardes de Primavera ou Verão, lá íamos nós, eu e as minhas primas, de livros, manta e telefonia (rádio) às costas, à procura da sombra generosa de um sobreiro, ou das suas pernadas que nos serviam de assento e encosto.



No Verão chegavam os Ranchos de tiradores da cortiça e, com a sua arte firme, mas delicada, descascavam troncos e pernadas dos sobreiros, das suas grossas e leves cascas que, pacientemente, estes, ao longo de dez anos, tinham deixado en…